
Por onde anda-se depara-se com confeitarias, bancas de revistas, bombonieres,muitas praças e monumentos, muitos cães soltos, famintos, mansos, muitos pombos nas árvores, no chão e sobrevoando os monumentos, procurando comida, muitos kioskos onde vende-se cigarros, revistas, doces e café. Consomem muito doce de leite e alfajors. O café é muito caro e também é vendido nas ruas, por mulheres, em garrafas térmicas, em carrinhos como os nosso carrinhos de sorvete brasileiros. Aqui o café não é servido como cortesia. Há muitos mendigos pelas ruas, nas calçadas. O povo é muito religioso. Há muitas igrejas católicas. Os homens são muito elegantes e gentis. As mulheres são feias, muito maquiadas e se vestem com roupas muito coloridas e fora de moda. Há muitas igrejinhas minúsculas às margens das estradas, parecem homenagear mortos (descobri em Chajari, perguntando para um garçom, que se trata de Igrejinhas construídas onde aconteceram acidentes vitimando pessoas). Muitos cata ventos nas propriedades agrícolas. Por aqui não comem arroz e nem feijão. Estranho!!! Mas comem muito croassant, o pão não é sovado e nem tão assado. Come-se muita “papa” e “pollo” ou seja: batatas e frango. A aparência da comida não é agradável, como também não é saborosa, pois usam pouco tempero e pouco cozimento. As carnes são assadas em grelhas. Bifes de choriço, são feitos na chapa quente. Paramos a 100 km da fronteira com o Brasil, numa cidade chamada Chajari, onde lanchamos, comprei um mapa da província de Corrientes. Às 10.30 hs chegamos em Paços de los Libres, onde ficamos mais de 1 h aguardando a liberação para seguirmos viagem rumo a nossa terra. Enfim partimos em meio a um enorme temporal que só eu assisti, pois, todos dormem, eu estou ansiosa, excitada com o retorno. O temporal me dá medo. Enfim as 7 h chegamos em Panambi, RS, para tomar um bom, delicioso e brasileiro café da manhã, eu estou completamente sem voz, pois o ar condicionado me fez muito mal. Os motoristas nos avisam que estamos a 400km de Pato Branco. Seguimos viagem com música, risadas, conversas, planos,recordações e ao meio dia almoçamos muito bem numa churrascaria em Abelardo Luz, onde matamos a fome de comida brasileira de verdade...saborosa, temperada, bem feita...Agora é só relaxar e chegar em Pato lá pelas 15 hs.
Deu tudo certo. Na chegada uma oração para agradecer a Deus pela grande aventura de conhecer a Argentina de ônibus e promessas de nos reencontrar para ver as fotos!!!
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